sábado, 2 de abril de 2011

Voz e Corpo na TV

Grandes organizações possuem grandes equipes. Descobri isso vendo que repórteres e apresentadores das afiliadas Globo – para manter o “padrão” de qualidade – possuem equipes multiprofissionais.

Durante o curso da Rede Amazônica, tivemos palestra com a fonoaudióloga que atua em Porto Velho (RO). Segundo ela, a TV Globo oferece um treinamento de como o profissional da fala irá orientar apresentadores e repórteres em como aparecer/falar na frente do vídeo.

Afinal, comunicar não é só articular palavras. Precisa transmitir credibilidade e confiança ao telespectador, vender bem a marca da casa.

Na fonoaudiologia, voz é som débil, forma mais primitiva de comunicação, nos identifica como pessoas. Uma forma de também transmitir sentimentos. Num consultório, entre os parâmetros vocais avaliados estão a qualidade e o ataque vocal. A palestrante lembrou que Boris Casoy tem articulação travada, mas tem credibilidade, em sua carreira o apresentador conquistou espaço nacional.

Toda fala é expressiva, nela estão contidas atitudes, emoções, crenças, condições físicas e sociais, que num conjunto resultam em infinitas possibilidades. Somos realmente únicos. Durante a fala, os diversos fatores atuarão simultaneamente. Por isso, a receita para sua imagem na TV é ter bom texto, voz agradável, modulação, ritmo de fala, articulação clara e precisa, gestos e expressões faciais harmoniosos.

Entre os erros mais comuns pode-se citar repetição de gestos, roupas inadequadas, gestos aleatórios e desconexos com a palavra dita, falta/excesso de expressões faciais e movimentos corporais inadequados à situação. Os dois extremos atrapalham: se o ritmo de fala for acelerado, resulta em imprecisão articulatória, causando sensação de desespero em quem ouve e dificultando o entendimento. Ou no caso do ritmo de fala lento, dispersará a atenção, pois uma fala de entusiasmo, apatia e desinteresse.


Durante a narração esportiva, por exemplo, o narrador para segurar o público transmite com entusiasmo e energia cada jogada, usa tons mais agudos e velocidade mais acelerada. Isso demonstra que para cada situação há uma indicação: variações dos recursos vocais (ênfase, inflexão, pausas, velocidade de fala, variação de frequência e intensidade), além de respiração, som, articulação e coordenação.

Outro dado interessante é que cada pessoa retém 7% do bom texto, contra 93% da mensagem passada pelo corpo: expressão facial, voz, gestos e articulação dos sons. Nacionalmente a tendência da Globo é suavizar os sotaques regionais.

Um filme indicado para compreender a importância da voz foi “O Discurso do Rei”, fica aí a dica.


Eu também fiz uma busca na internet e encontrei esse site que fala da importância que a voz tem para os prossionais que se utilizam dela e os cuidados necessários para preservá-la. Confira.

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