quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Leituras

Li o livro “Do amor e outros demônios” de Gabriel García Marquez (Editora Record, 2020). Inclusive agradeço aos que me emprestam livros para me deliciar com novos conhecimentos!

O interessante é que o livro é fruto de uma cobertura jornalística que o autor foi enviado a realizar em 1949. Era o seu início como repórter, e o chefe de redação Clemente Manuel Zabala o enviou para acompanhar o esvaziamento das criptas funerárias do convento histórico de Santa Clara (Colômbia).

Segundo a Revista Época:

Nascido em 1928 na aldeia de Aracataca, na Colômbia, o escritor cursou dois anos de Direito em Bogotá, capital colombiana, e, em seguida, trocou pela faculdade de Jornalismo. Trabalhou em jornais de Cartagena, Barranquilla e no El Espectador, em Bogotá.

Assim é um pouco da trajetória do “Mestre do Realismo Fantástico”, que escreveu “Cem anos de solidão”, “O amor nos tempos de cólera” e outro tanto de livros.

Na Neflix é possível saber mais sobre o GGM, no Documentário "Gabo: A criação de Gabriel García Marquez".

Voltando ao “Do amor e outros demônios” é interessante colocar o trecho escrito por Gabriel García Marqques, datado de 1994, em Cartagena de Índias, que ele mostra de onde surgiu a ideia do livro:

No terceiro nicho do altar-mor, do lado do Evangelho, é que estava a notícia. A lápide saltou em pedaços ao primeiro golpe da picareta, e uma cabeleira viva, cor de cobre intensa, se espalhou para fora da cripta. O mestre de obras quis retirá-la inteira, com a ajuda de seus operários, e quanto mais a puxaram, mais comprida e abundante parecia, até que saíram os últimos fios, ainda presos a um crânio de menina. No nicho ficaram apenas alguns ossinhos miúdos e dispersos, e na pedra carcomida pelo salitre só se lia um nome, sem sobrenomes: Sierva María de Todos los Ángeles. Estendida no chão, a cabeleira esplêndida media vinte e dois metros e onze centímetros.

Que o poder da criação nos acompanhe sempre para uma boa literatura, bem como o faro para fatos interessantes mova o jornalismo. E… continuemos contando histórias!