quinta-feira, 25 de maio de 2023

Nossos livros "IFRO na história"

O Dennis Weber e eu organizamos um pouco da história do IFRO a partir das notícias publicadas no Portal Institucional. No fim, um pouco do nosso trabalho de jornalistas também serve como relato diário da construção do Instituto Federal em Rondônia!


Para ler os 4 volumes, é necessário acessar os links de cada uma das obras (todos estão no Repositório Institucional/RI-IFRO):


IFRO na história - V. 1 A comunicação no site institucional enquanto relato da construção do Instituto Federal em Rondônia (Gestão)  

Disponível neste link: https://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/182


Todos os e-books foram publicados com auxílio financeiro da Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (PROPESP/IFRO), por meio do Edital nº 13/2021/REIT-PROPESP/IFRO


IFRO na história - V. 2 A comunicação no site institucional enquanto relato da construção do Instituto Federal em Rondônia (Alunos e Ensino) 

Disponível neste link: https://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/238


IFRO na história - V. 3 A comunicação no site institucional enquanto relato da construção do Instituto Federal em Rondônia (Inovação e Tecnologia) 

Disponível neste link: https://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/274 


IFRO na história - V. 4 A comunicação no site institucional enquanto relato da construção do Instituto Federal em Rondônia (Comunicação e Relação com a sociedade) 

Disponível neste link: https://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/275


Quer ler nossas poemas?

 Para conhecer a coletânea que nós do Grupo GET escrevemos e publicamos com apoio do IFRO, acesse o  Repositório Institucional:


Livro "Autorretratos: escrevivendo novas páginas no mundo pós 2020"

Núcleo de Estudos sobre Gênero, Linguagens e Literatura – GET/IFRO


O link de acesso é o https://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/193 




Minha Dissertação de Mestrado no Repositório Institucional da UNIR

 Memórias, sentidos e espetacularização nos discursos da cheia histórica do Rio Madeira (2013/2014)


Acesse o link https://www.ri.unir.br/jspui/handle/123456789/3266 






Dissertação de Mestrado apresentada ao de Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), na Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), como requisito final para obtenção do título Mestre em Letras. Orientadora: Profa. Dra Nair Ferreira Gurgel do Amaral.

Resumo:
Esta dissertação tem como objeto de estudo principal os discursos sobre a Cheia do Rio Madeira, no ano de 2014, produzidos por diferentes instituições públicas. O locus é o município de Porto Velho, Rondônia. Com a finalidade de dar conta do trabalho proposto, o estudo parte de algumas questões norteadoras: Como o processo de cheia ao longo da Bacia do Rio Madeira se torna discurso? Quais memórias e sentidos estão inscritos neste discurso que rodeia a cheia do Madeira? Há espetacularização em torno do acontecimento subida ou descida das águas? O objetivo geral foi analisar os discursos sobre a cheia do Rio Madeira no ano de 2014, em Porto Velho, Rondônia. Especificamente, a busca é por atender aos objetivos a) analisar os discursos de diferentes instituições da sociedade local, comparando memórias e sentidos presentes/ausentes na interdiscursividade; b) verificar como a espetacularização produziu sentidos na mídia impressa da época e c) investigar as ideologias presentes/ausentes nos discursos em relação à elevação das águas, discutindo as condições de produção do discurso e dos sentidos. Este estudo é classificado como exploratório, sendo a pesquisa bibliográfica e documental. O corpus constitui-se de cinco gêneros discursivos (dois informes técnicos, uma manchete de capa e dois textos-notícia, um da seção geral e um do caderno de política). Os principais referenciais que fundamentaram a pesquisa foram Maingueneau (1993; 1998; 2013; 2016); Foucault (1992; 2014); Pêcheux (2014; 2015); Gregolin (2000; 2003); Possenti (2009; 2010); e Orlandi (2011; 2012; 2013). Com isso, é possível concluir que as águas de um rio não correm isoladas das disputas que dele fazem parte. No caso do Rio Madeira, há uma contínua luta por espaço que é tão gigante enquanto ele o é, pois, a sua riqueza mitológica de pertencimento amazônico o faz procurado historicamente, assim como, pelo grande poder atual de atrair investimento em nome do desenvolvimento não só da região, mas do país.

Minha Dissertação de Mestrado no Repositório Institucional do IFRO

Memórias, sentidos e espetacularização nos discursos da cheia histórica do Rio Madeira (2013/2014)

Acesse o link: https://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/335




Dissertação apresentada ao Mestrado Acadêmico em Letras, da Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR, como requisito parcial para obtenção do título de Mestra em Letras, em 2018.


Resumo:

Esta dissertação tem como objeto de estudo principal os discursos sobre a Cheia do Rio Madeira, no ano de 2014, produzidos por diferentes instituições públicas. O locus é o município de Porto Velho, Rondônia. Com a finalidade de dar conta do trabalho proposto, o estudo parte de algumas questões norteadoras: Como o processo de cheia ao longo da Bacia do Rio Madeira se torna discurso? Quais memórias e sentidos estão inscritos neste discurso que rodeia a cheia do Madeira? Há espetacularização em torno do acontecimento subida ou descida das águas? O objetivo geral foi analisar os discursos sobre a cheia do Rio Madeira no ano de 2014, em Porto Velho, Rondônia. Especificamente, a busca é por atender aos objetivos a) analisar os discursos de diferentes instituições da sociedade local, comparando memórias e sentidos presentes/ausentes na interdiscursividade; b) verificar como a espetacularização produziu sentidos na mídia impressa da época e c) investigar as ideologias presentes/ausentes nos discursos em relação à elevação das águas, discutindo as condições de produção do discurso e dos sentidos. Este estudo é classificado como exploratório, sendo a pesquisa bibliográfica e documental. O corpus constitui-se de cinco gêneros discursivos (dois informes técnicos, uma manchete de capa e dois textos-notícia, um da seção geral e um do caderno de política). Os principais referenciais que fundamentaram a pesquisa foram Maingueneau (1993; 1998; 2013; 2016); Foucault (1992; 2014); Pêcheux (2014; 2015); Gregolin (2000; 2003); Possenti (2009; 2010); e Orlandi (2011; 2012; 2013). Com isso, é possível concluir que as águas de um rio não correm isoladas das disputas que dele fazem parte. No caso do Rio Madeira, há uma contínua luta por espaço que é tão gigante enquanto ele o é, pois, a sua riqueza mitológica de pertencimento amazônico o faz procurado historicamente, assim como, pelo grande poder atual de atrair investimento em nome do desenvolvimento não só da região, mas do país. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Leituras

Li o livro “Do amor e outros demônios” de Gabriel García Marquez (Editora Record, 2020). Inclusive agradeço aos que me emprestam livros para me deliciar com novos conhecimentos!

O interessante é que o livro é fruto de uma cobertura jornalística que o autor foi enviado a realizar em 1949. Era o seu início como repórter, e o chefe de redação Clemente Manuel Zabala o enviou para acompanhar o esvaziamento das criptas funerárias do convento histórico de Santa Clara (Colômbia).

Segundo a Revista Época:

Nascido em 1928 na aldeia de Aracataca, na Colômbia, o escritor cursou dois anos de Direito em Bogotá, capital colombiana, e, em seguida, trocou pela faculdade de Jornalismo. Trabalhou em jornais de Cartagena, Barranquilla e no El Espectador, em Bogotá.

Assim é um pouco da trajetória do “Mestre do Realismo Fantástico”, que escreveu “Cem anos de solidão”, “O amor nos tempos de cólera” e outro tanto de livros.

Na Neflix é possível saber mais sobre o GGM, no Documentário "Gabo: A criação de Gabriel García Marquez".

Voltando ao “Do amor e outros demônios” é interessante colocar o trecho escrito por Gabriel García Marqques, datado de 1994, em Cartagena de Índias, que ele mostra de onde surgiu a ideia do livro:

No terceiro nicho do altar-mor, do lado do Evangelho, é que estava a notícia. A lápide saltou em pedaços ao primeiro golpe da picareta, e uma cabeleira viva, cor de cobre intensa, se espalhou para fora da cripta. O mestre de obras quis retirá-la inteira, com a ajuda de seus operários, e quanto mais a puxaram, mais comprida e abundante parecia, até que saíram os últimos fios, ainda presos a um crânio de menina. No nicho ficaram apenas alguns ossinhos miúdos e dispersos, e na pedra carcomida pelo salitre só se lia um nome, sem sobrenomes: Sierva María de Todos los Ángeles. Estendida no chão, a cabeleira esplêndida media vinte e dois metros e onze centímetros.

Que o poder da criação nos acompanhe sempre para uma boa literatura, bem como o faro para fatos interessantes mova o jornalismo. E… continuemos contando histórias!

sábado, 23 de janeiro de 2021

Ensinando para as mídias

 Estava lendo uma matéria de uma revista antiga que falava de um tema que continua atual: educação midiática.

Em entrevista com a professora Martina Roth, a Revista Nova Escola de novembro de 2011, a repórter Rita Trevisan fez a seguinte pergunta (seguida da resposta da entrevistada):


Como os alunos devem estar preparados? Basta ter familiaridade com os programas e saber operá-los?

MARTINA: O estudante tem de saber operar computadores e desenvolver habilidades básicas, como segurar e movimentar o mouse. Mas só isso não basta. Ele precisa ter em mente os objetivos das atividades no computador. As crianças e os jovens normalmente apreciam a tecnologia pela tecnologia. Cabe ao professor conduzir os estudantes de acordo com o projeto desenvolvido em classe. Ele pode, por exemplo, sugerir que façam uma pesquisa na internet e colem o texto em um documento. Outra opção é solicitar uma apresentação com fotos ou a gravação e a postagem de um pequeno vídeo no YouTube sobre o que aprenderam. Isso gera um envolvimento muito maior. E grande parte dos alunos já vai saber como fazer isso porque faz em casa. O que eles não sabem é como toda essa tecnologia pode servir aos objetivos didáticos e ser usada na escola. Esse é o papel do professor.

 

O trecho está na seção Fala, mestre! Com o título: “Ter computador na escola não basta. Deve-se buscar o bom uso da tecnologia”.

Certamente utilizar para o ensino e aprendizagem as mídias sociais (YouTube, Facebook, Instagram, Games etc.) e outras ferramentas tecnológicas seria muito interessante em sala de aula, já que aproveitaria muito do que os alunos possuem em sua realidade fora da escola. Entretanto, diante da realidade que vivemos, de disseminação de informações falsas nas redes, é necessário um aprofundamento para o que foi falado há praticamente dez anos.

Lógico, ainda não passamos da fase que é preciso ensinar o acesso e uso tecnológico, somente não podemos adiar mais o ensinamento do que é correto ou não dentro de um ambiente virtual. Até que ponto há liberdade de expressão quando se dissemina tanto discurso de ódio, com a falsa ideia de que se está escondido atrás de uma máquina. E quando isso é até uma inverdade, porque uma pessoa continua sendo ela ao fazer baixaria, comentários impróprios, cometer atos de racismo ou de misoginia e uma infinidade de maldades que podem ser cometidas presencialmente ou de modo on-line.

Vale a reflexão e o aprofundamento…

Enquanto isso, deixo um vídeo interessante que acabo de ver em uma aula da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB):


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Leitura

Comemoramos o Dia do Leitor (7 de janeiro), um tema que é sempre bom retornar a falar sobre…

Segundo o site Calendarr: “Esta é uma data dedicada às pessoas que são apaixonadas pela literatura, ou seja, que amam livros!”

Então, parabéns a nós!!

E a origem do Dia do Leitor segundo o Calendarr foi uma “homenagem à fundação do jornal cearense ‘O Povo’, criado em 7 de janeiro de 1928, pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha”.

 

A TV Brasil fez reportagem abordando o Dia do Leitor. Vale a pena conferir, pois inclusive falou com um Clube de Leitura.

 


 

Para completar, volto às reportagens de Mariana Filgueiras para a Revista Palavra (ano 9, número 8, 2018 – Sesc Literatura em revista). Neste trecho, ela entrevista o escrito Cuti:

 

O que a literatura lhe ensina todos os dias?

Ela ensina que a cada momento posso me tornar uma pessoa melhor, mais tolerante e receptiva; que a complexidade da existência humana no planeta exige de todos nós uma atitude de curiosidade e paciência ante os fenômenos que ainda a ciência não chegou a elucidar. Ensina também que as palavras têm um imenso potencial de nos levar a vivenciar emoções e estranhamentos a partir dos quais passamos a valorizar mais a nossa vida e a vida das outras pessoas. E o mais importante: a literatura nos convida a conviver melhor com o mistério. Quando não desenvolvemos essa convivência, nos tornamos vítimas dos vencedores de verdade absolutas que nos enchem de fantasias e cobram caro por elas. E o preço maior: a subserviência.

 

Afinal, é aquela história, de que  viver sem ler é muito perigoso, pois obriga a crer no que te contam!

domingo, 3 de janeiro de 2021

Língua

Depois de ter estudado linguística, gosto de pensar na força da palavra. Mas gosto mais ainda de reconhecer que temos diferentes modos de falar. Quem sabe eu ainda estude mais sobre sociolinguística ou pragmática. Por hora vou me contentar em registrar uma pequena notícia da Revista Nova Escola, de novembro de 2011 que trata da relação professor-aluno em sala de aula no que diz respeito à fala, como o profissional deve encarar essa variação:

São muitas as maneiras de falar uma língua. Do ponto de vista linguístico, todas as variedades são válidas. Muitas vezes, no entanto, a escola reproduz um comportamento social comum: atribuir valor a um estudante pelo seu modo de se expressar. Considera-se inteligente quem domina a variedade de prestígio e limitado aquele que usa a fala popular. A escola deve ensinar a linguagem culta – uma exigência para o exercício da cidadania, o ingresso no mercado de trabalho etc. Isso não é sinônimo, no entanto, de menosprezar ou desconsiderar a maneira como as crianças falam no meio social em que vivem. Para um aluno vindo de um ambiente não letrado, apropriar-se da norma de prestígio pode ser difícil. Cabe à escola ajuda-lo nesta trajetória. Sem taxar a fala do estudante de “errada”, o professor deve ensina-lo a traduzir suas expressões para a variedade culta nas modalidades oral e escrita. Esse domínio ocorre de modo gradual, pela intensa e constante relação com diferentes textos e pela reflexão sobre a língua. Para a apropriação das características da escrita, o oral precisa estar presente.

Naquela edição, a revista iria trabalhar mais sobre o tema em seu site. Acredito que seja importante não só para o professor em sala de aula, mas para diversos segmentos profissionais da sociedade ter essa compreensão. A discriminação de pessoas ou segmentos sociais por seu modo de falar é, como explica muito bem o professor Marcos Bagno, preconceito linguístico.

Para conhecer mais sobre o tema, acesse sobre o termo preconceito linguístico na página da UFMG.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Ainda sobre ouvir histórias…

 Realmente, essa função humana que atravessa gerações ainda tem um grande público para audiência. Quem não gosta de sentar e ouvir histórias, ou mesmo contar histórias?

Na matéria “Em alto e bom som: a força da literatura oral no Brasil hoje”, na Revista Palavra (ano 9, número 8, 2018 – Sesc Literatura em revista) Mariana Filgueiras, fala sobre esse “sabor” na apreciação da modalidade de histórias contadas.

Ela começa falando de livros publicados em formato de diários, como o “Diário de Anne Frank”, “Diário de Frida Kahlo”, “Diário de um Banana”, “Diário do Hospício”, entre outros. Depois entra no diversificado “repertório literário oral brasileiro”, que incluem, entre outros, os saraus, batalhas de rima e slams.

Para demonstrar a força da palavra e da contação de histórias, é interessante uma citação que ela traz de Conceição Evaritsto, dita durante a Flip 2017:

Ninguém chora lendo dicionário. Todas as palavras estão no dicionário, mas nem por isso elas te emocionam. É o encadeamento delas que dá sentido à coisa, e para isso elas não precisam estar escritas. Eu quero escrever um texto que se aproxime da linguagem oral. É uma escolha consciente. Por isso uso termos bantos, por exemplo, para confundir meu texto com um texto oral”.

Vejo nisso a força da palavra, algo que para o jornalismo é essencial conhecer, para saber organizar histórias!

Já no texto que Mariana Filgueiras recorta de Maria Alice Amorim (PUC-SP), ainda dá para ver a amplitude dessa literatura oral que o país possui:

As pelejas de cordelistas e repentistas guardam variados códigos e simultaneamente entrelaçam elementos poéticos que se atualizam há séculos. Combinando formas fixas, ritmo, temas, os duelos verbais, de improviso ou não, são recorrentes na poesia de cordelistas, violeiros, coquistas, cirandeiros, mestres de maracatu, boi de carnaval, caboclinhos, samba de matuto. Em desafios ao vivo, desafios impressos, desafios mediados pela web, é possível articular essas expressões poéticas como um grande texto oral em contínuo processo de atualização de matrizes virtuais.

Parece até que sentimos o som e a rima nos atraindo para esses eventos. Para a cultura nacional só podemos desejar vida longa, que continue aí demonstrando o nosso poder de (re)criação, sempre! Um viva para o povo brasileiro!

 

História

Emendando o texto… vamos a uma pergunta de concurso para jornalismo, onde é necessário guardar a história na cabeça:

Na prova ESPE 2010 MPU para o cargo de Analista de Comunicação se perguntou “A respeito da história e da estrutura dos meios de comunicação de massa e do jornalismo”:

Entre os tipos de televisão comunitária existentes no panorama histórico brasileiro, incluem-se a TV de rua, a TV de baixa potência, a TV local e os canais comunitários no sistema de televisão a cabo.

Acertou quem disse que a resposta era correta, porque de acordo com a banca: RESPOSTA C

 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Ler e compartilhar histórias

 Li muito esse ano. Li muito livro emprestado, li os que já tinha aqui em casa, li os que comprei durante a pandemia. Ainda tem muita leitura pela frente, mas sinto que foi um ano de conhecimento (e de muitas tristezas também). Ah, li também conjuntamente, porque participei de todos os encontros do Clube de Leitura Porto Velho de 2020. Os que conseguiram ser presenciais, até março, e os que ocorram de forma virtual, no ambiente on-line.

Mas nessas minhas leituras encontrei dentro de uma revista uma reportagem de 2008, do Jornal O Estadão Porto Velho (o jornal agora nem circula mais, pois há anos foi desativado). Na edição de 14 de agosto, o projeto Leitura no Sítio da Bibliotecária Glória Valadares estava entre os destaques. A manchete do jornal era:


Projeto “Leitura no Sítio” no Triângulo

De acordo com informações da própria idealizadora, Glória Valadares, o “Leitura no Sítio” já está em seu terceiro ano

Então, neste 2020 aconteceria a comemoração dos 15 anos! Mas desde março com as recomendações de distanciamento social não puderam ser realizadas atividades do projeto. Com isso o aniversário ficou adiado…

Eu conheci o projeto muito recentemente e fui a todos os encontros que consegui. Não tem como não se apegar a uma iniciativa tão linda!

As crianças desenvolvem suas leituras na sombra das árvores, sobre as lonas espalhadas pelo chão. Acomodadas, elas passam a escolher livros e, com o acompanhamento de voluntários que integram o grupo, realizam viagens pelos mais distintos lugares imaginados, no mundo dos textos infantis. As atividades fazem parte do projeto “Leitura no Sítio”, que é realizado no segundo sábado de cada mês, no sítio localizado na Estrada do Santo Antônio no bairro Triângulo, inicia às 9 horas, com término ao meio dia.

Além de participar das atividades de leitura propostas pelos organizadores, também são oferecidos para as crianças lanches e entretenimentos. Este ano a bibliotecária Glória Valadares foi premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil por incentivar a leitura de crianças e jovens, través do Projeto.

Ao ler essa chamada da manchete me dá muito orgulho de ter conhecido o projeto e as professoras que fazem ele acontecer. Lutadoras incansáveis na defesa da leitura e do conhecimento. Maravilhosas!

 

Contadores de histórias…

Aproveitando que o tema era leitura… a Revista Nova Escola de novembro de 2006 também tratou do assunto. “A arte dos contadores de histórias” traz a oralidade na disciplina de Língua Portuguesa como uma possibilidade para serem realizadas com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental (eu acrescentaria que ler histórias pode ser também uma atividade até para a graduação e pós, eu mesma fico muito atenta quando um professor abre um livro e conta uma história!).

Dentre as ideias passadas pela professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Gilka Girardello, para cativar a plateia, destaco duas:

Faça uma seleção de títulos que despertem em você a vontade de passa-los aos alunos. É importante abrir o universo deles para diferentes narrativas, com temas como a vida e a morte, nossa origem e a humanidade, além de mitos.

Antes e depois da narração, conte de onde vem a história: de um livro, de um filme, da mitologia grega ou se aconteceu com alguém conhecido. Assim, a turma fica sabendo também que pode passa-la adiante.

 

Eu da minha parte só posso dizer, leia só, leia em grupo, leia para você, leia para alguém, enfim, leia!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Voltando...

 

Estou com saudades do meu blog!

Mas não tenho encontrado temas para registrar aqui.

Desta maneira, resolvi pegar leituras de revistas antigas e revisitar a história, deixando aqui registrado esse passeio.


 Começando pela “Aventuras na História”, de maio de 2013, com Maria Bonita e Lampião, que a revista deu dois nomes “Casal 20” e “Bonnie e Clyde do Sertão”. De acordo com a publicação:

Lampião deixou sua marca na história brasileira ao ser o principal nome de uma prática que assolou o Nordeste nas primeiras décadas do século 20: o cangaço.

Mas o que mais me chamou a atenção e mexeu com o coração feminino aqui foi:

Sinhô Pereira, cangaceiro lendário que havia chefiado Lampião, se disse surpreso com a novidade: “Fiquei muito admirado quando soube que Lampião havia consentido que as mulheres ingressassem no cangaço. Eu nunca permiti. Nem permitiria”. Ou seja: mais do que a decisão de Maria Bonita, foi a permissão de Lampião do ingresso da baiana no grupo que mudou o cotidiano no cangaço. “Com a entrada de Maria para o bando, os outros cabras puderam juntar suas mulheres ao grupo”, diz a historiadora Isabel Lustosa, autora de De Olho em Lampião.

[…]

A presença de mulheres exigiu a criação de novas regras para definir o papel delas no bando. Mesmo não participando diretamente nos combates, tinham que aprender a atirar para se defender.

 

Pensar em Maria Bonita me faz lembrar muito uma música:



 

Mulher no cangaço? Maria Bonita provou que podia SIM!

domingo, 7 de junho de 2020

Alfabetização científica


Uma das partes boas do distanciamento social é a possibilidade de ler! Inclusive concluindo algumas daquelas histórias que estavam paradas e aguardando uma chance de serem encerradas.
É o caso do livro “A arte de questionar: A filosofia do dia a dia”, de A. C. Grayling, que devo ter parado lá em 2016. Agora estou com a meta de terminar mais essa leitura. Anthony Clifford Grayling é doutor em Filosofia, tendo nascido no Reino Unido em 3 de abril de 1949. No livro foram reunidos artigos publicados pelo autor em suas colunas no jornal inglês Times e na revista Prospect. Na época, foi justamente uma aquisição para ampliar meu lado questionador, enquanto trabalhadora da área de jornalismo.

Na contracapa, segundo a Booklist:
Diferente de outros filósofos acadêmicos, A. C. Grayling se importa demais com a filosofia para mantê-la em sala de aula. De fato, ao aplicar o hábito filosófico de pensar aos problemas da vida cotidiana, ele abre horizontes significativos.
O meu exemplar é de 2015, mas a obra foi publicada originalmente em 2010. Retomei a leitura justamente no capítulo “Alfabetismo Científico”, que trata da importância dos resultados e dos métodos científicos terem mais aproximação com o público em geral. Ele escreve que a promoção do alfabetismo político “se tornou mais urgente do que nunca”.
A necessidade teria surgido ainda nos anos 1990, pois estatísticas demonstravam que havia uma tendência de declínio neste conhecimento, em pesquisas feitas com estudantes de ensino médio e de levantamento de nível de informação do público em geral. A indicação dele era de que ser alfabetizado cientificamente ajudaria na capacidade de usar esses conhecimentos em proveito da própria saúde, exercícios, dieta, responsabilidade social e quem sabe até na hora da escolha de representantes por meio do voto. E como isso agora nos parece atual! Notadamente depois de que vimos muitas pessoas voltarem a ter doenças antes já com possibilidade de prevenção pela existência das vacinas.

O autor afirma:
Manter-se informado sobre o que está acontecendo nas ciências e na tecnologia deveria ser uma coisa natural para indivíduos atentos, a despeito de sua formação educacional ou ocupação. Não há desculpa para que as pessoas fiquem mal informadas diante de tantas revistas e livros de boa qualidade que tornam o conhecimento científico possível para aqueles que não têm formação nessa área. O engajamento ativo em qualquer ramo da ciência, obviamente, exige especialização, mas o mesmo não acontece para uma apreciação inteligente de relatórios sobre resultados, importância e possíveis aplicações de pesquisa.  

Anotações…
O mais interessante foi que junto ao livro estavam algumas anotações que fiz em uma palestra do jornalista Jorge Duarte. E que me mostram o quanto nós que trabalhamos em assessorias de comunicação de órgãos específicos devemos nos preocupar com o jornalismo científico. Imagino que o encontro tenha ocorrido num evento da Embrapa Rondônia, já que Jorge Duarte faz parte da equipe nacional da Embrapa.
Ele falava que um portal é um canal de mídia com conteúdo. Entre essas ferramentas possíveis de divulgação estavam, além do site, a revista, revista para crianças (públicos específicos), entre outros meios. E depois se perguntava “Como explicar os resultados de sua pesquisa para o público leigo?” Reside aí a nossa principal dificuldade, apresentar para um público mais amplo esses dados. Entretanto, que seja de uma forma a melhorar essa comunicação com todo o país e seus diferentes tipos de público sobre os conhecimentos produzidos pela ciência e inovação da área pública, especialmente.
“Por que divulgar ciência?” Continuava a indagação de Jorge Duarte. “Porque é o público que paga pela ciência”, ele mesmo respondeu à época.
Na pesquisa apresentada por ele, a população brasileira gostava de ciência. Sendo que Ciência e Tecnologia interessavam a 65% dos brasileiros, mais até que esporte, que tinha 62% do interesse nacional. Só que havia um problema, pois 87% dos entrevistados daquela pesquisa não sabiam listar um cientista e 81% não sabia citar uma empresa que fizesse ciência. Jorge Duarte asseverou: era uma “base frágil”, um “desconhecimento científico”, portanto.
“Tem que fazer as pessoas terem interesse em conhecer ciência”! Dizia o jornalista, que é autor de livros da área de comunicação. No exemplo de seu órgão de origem, a Embrapa, ele cita que havia um trabalho para: Comunicar ciência, Popularizar Ciência, e Apoiar e qualificar processos. Enfim, que era (e ainda é!) necessário passar de pescadores e caçadores, o que significa dizer que não dá para esperar que alguém agarre a isca, mas sim descobrir onde estão as pessoas e motivar para que venham!

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Concessões

Faz um tempo que não escrevo sobre questões de concursos aqui no blog. Falta de tempo… e agora trabalhando a partir de casa, a falta de tempo continua! Brincadeiras à parte, vamos tentar um tema para hoje. 
Essa pergunta foi aplicada pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE) em 2009. Vejamos:

O Capítulo da Comunicação Social da Constituição de 1988 estabeleceu novas normas e diretrizes para a concessão de emissoras de rádio e televisão, anulando os critérios casuísticos utilizados até então, segundo descreve Sérgio Mattos. Isso quer dizer que, hoje:
A) o sistema brasileiro de radiodifusão deixou de ser um serviço público.B) o cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo de dez anos para emissora de TV e de quinze anos para a emissora de rádio já não depende mais de decisão judicial.C) o ato de outorga ou renovação da concessão de uma emissora passou a depender apenas da aprovação do Congresso Nacional.D) o prazo de dez anos para renovação da concessão de emissora de TV e de quinze anos para emissora de rádio precisa ser revisto tanto pelo Poder Executivo como pelo Congresso Nacional.E) agora, a outorga ou renovação da concessão é prerrogativa do Congresso Nacional e de quem esteja no exercício da Presidência da República.

A resposta da banca é letra “E”.

Observando na Constituição Federal/1988, teremos:

SEÇÃO IIDAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONALArt. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre:XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
CAPÍTULO VDA COMUNICAÇÃO SOCIALArt. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.


Agora, aproveitando para pensar para além da concessão dita na CF 88, o que está em jogo junto dessas autorizações? Que disputas e combinações fazem tanto os governos eleitos e esses meios de comunicação? Incluindo a atual aproximação de certas emissoras e as ditas "brigas" com outras, quais significados políticos possuem?
Enfim, temas a ficar para nossa reflexão, ver que concessões a mais andam sendo feitas neste mundo político. Nossa finalidade deve ser não consideramos tudo normal, natural, claro e transparente.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Receita de Gratidão


Ingredientes:

Uma pandemia de um novo e perigoso vírus

Um distanciamento social

Algumas semanas (ou meses em casa)

Um caderninho para rascunho



Preparo:

Inicialmente pode parecer tudo muito estranho, as primeiras notícias serão de um local bem distante. No decorrer de um ou dois meses o problema começa a se aproximar, sendo que ainda não está no ponto de compreensão. Os relatos de testes positivos e de mortes começam a aumentar, as entidades públicas precisam tomar decisões. Logo chega o ponto do isolamento e distanciamento social.

O distanciamento social é um momento ainda não vivido nesta escala social. Com o decorrer dos dias e das semanas há um aperto no peito e uma vontade de voltar a encontrar as pessoas. É chegado o momento de usar um caderninho de anotações ou de rascunhos para poder se organizar no tempo que ficará recluso pela pandemia.

Nesse espaço de escrita será possível colocar tudo o que desejar. É como um diário, só seu. A recomendação é fazer todo dia no mínimo um agradecimento. Pode ser pelo dom da vida, pelo teto que se tem, pelos avós que moram em outra casa, pelas plantas que cultiva, pelo filho que está protegido, pela presença de Deus no coração, por tudo o que desejar. No final, verá que a novidade mesmo não parecendo boa, traz a oportunidade de gratidão pelas experiências que deixará. Mudará sua rotina, dando a oportunidade de demonstrar a quem divide o mesmo espaço que há humanidade ainda em nós.

domingo, 1 de março de 2020

Para que sonhar?


Sonho é o “que você vê ou escuta enquanto dorme”, resume a Revista Galileu de Outubro de 2019, de onde também vem o título deste post.

O texto da publicação vai discutir o sonho e o quanto ele está associado a consolidar memórias. (Daí eu me ponho a perguntar se estou sonhando pouco para garantir a permanência das minhas memórias, coisas que me andam fugindo tanto ultimamente)

No caso, a reportagem traz a ideia de se tornar “aprendiz de sonhador”, que seriam técnicas para se lembrar dos sonhos, fazendo anotações diárias sobre o que se sonha. Um “caderninho dos sonhos”. E de mentalizar na hora de dormir “eu vou sonhar” para “informar” ao cérebro que se deseja recordar das histórias.

Assim como dormir, sonhar, planejar dias melhores, faz muito bem para nós, resolvi fazer esse exercício de escrita.

Agora, eu mesma estou aqui, organizando sonhos, com a intenção de que março seja um mês muito bom!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

O homem e a guerra

Estou terminando a leitura de Homo Deus: Uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari (Companhia das Letras, 2015), conforme recomendação de uma amiga. Entre as muitas partes que me chamaram a atenção na leitura do denso livro está relacionada à guerra.
Vou fazer um recorte pensando em me lembrar daqui mais um tempo dessas passagens e filosofias da obra.

Durante milhares de anos, quando olhavam para a guerra, as pessoas viam deuses, imperadores, generais e grandes heróis. Mas, nos últimos dois séculos, reis e generais foram empurrados para um lado, e as luzes da ribalta passaram a destacar o soldado comum e suas experiências. 

Isso me deixou em profunda reflexão sobre o como/quanto o ser humano é levado à guerra. A princípio, as massas eram levadas (convencidas ou qualquer palavra que se pareça com isso) por reis, nobres e sacerdotes, conforme explica o autor. Eles eram considerados deuses da guerra pela estratégia que utilizavam para vencer as batalhas. Quem morria, morria. Tinha servida à causa.

Se o soldado está lutando no lado protestante, sua morte é a justa retribuição à rebelião e à heresia. Se está com o exército católico, sua morte é um nobre sacrifício por uma causa justa. 

Sobre Hitler, Harari diz que “não tinha educação formal, nem aptidões profissionais, nem contexto político. Não era um homem de negócios bem-sucedido ou um ativista sindical; não tinha parentes nem amigos em posições elevadas, nem dinheiro digno de menção”. Ah, e o ditador alemão “nem sequer tinha a cidadania alemã. Era um imigrante sem um tostão” e mesmo assim conseguiu apoio do país naquela selva de disputa (e deu no que deu).

Só para constar, lógico que o que Hitler fez foi planejado no âmbito de um partido de extrema direita. No caso, eu considero extrema-extrema-extrema direita mesmo. Nas palavras de Harari, “Auschwitz deveria servir como uma advertência de um vermelho sanguíneo […]”. E não como bandeira a ser novamente hasteada por grupos extremistas brasileiros. Algo que o país precisa se unir é em favor da vida e não na destruição dela.

Mesmo o autor relembrando que “a guerra, embora ainda exista, mata nos tempos atuais uma fração do que matou até o século XX” nós não subestimamos o poder de extermínio que os países possuem. Sigamos unidos e fortes.



domingo, 28 de julho de 2019

Lobby


A última postagem foi sobre o lobby. Vamos voltar a ele (antes que o mês acabe e eu não complete o pensamento sobre o tema conforme havia planejado)!

Primeiro, vejamos o que diz a Wikipédia sobre o tema: 

Lobismo, também referido como lóbi (em inglês: lobby, antessala, corredor; ou em inglês: lobbying), é o nome que se dá à atividade de influência, ostensiva ou velada, de um grupo organizado com o objetivo de interferir diretamente nas decisões do poder público, em especial do poder legislativo, em favor de causas ou objetivos defendidos pelo grupo por meio de um intermediário.

Apesar de o termo lobby ter, no Brasil, a conotação de troca de favores ou corrupção, a definição original remete a um significado mais neutro. Pena que gostamos de desvirtuar as coisas! Assim, quando o concurso da TRANSPETRO fez a seguinte afirmação, estava errada:

A comunicação nas organizações pode ser caracterizada na prática pela formação de lobby.

Mas as duas próximas questões são corretas:

CESPE - 2010 - MPU - Analista de Comunicação Social:
Acerca do papel do assessor de imprensa e de suas rotinas no relacionamento com jornalistas.
Atualmente, em razão dos novos desafios impostos ao assessor de imprensa, ele, além de ser um estrategista no uso da informação, pode se tornar um gestor de recursos humanos, materiais e financeiros de sua área.

IBGE:

Quando um assessor de imprensa envia para os veículos um teaser, tem por objetivo: despertar a curiosidade da imprensa sobre determinado produto ou evento.

Isso sim seria um lobby bom de ser feito!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Eternizar

Estou lendo um livro que ganhei, ganhei de um jornalista, e é sobre uma jornalista. Rosa Montero.
A obra A louca da casa traz algumas reflexões sobre a vida da escritora e jornalista, e nos ajuda a pensar um pouco sobre nossa profissão e muito sobre o ato de escrita.  “Porque os romances nascem assim, a partir de algo ínfimo. Surgem de um pequeno grumo imaginário que eu denomino de ovinho”, diz Rosa Montero. 

Eu escrevo pensando em pequenos “ovinhos”, que nascem e se reproduzem. Sejam os textos do jornalismo propriamente dito, sejam esses textos extras que vão compondo meu “portfólio” de vida. Quem sabe eu me eternize, de algum modo (risos):

[…] Amando você é eterno. Da mesma maneira, escrevendo um romance, nos momentos de graça da criação do livro, sente-se tão impregnado da vida dessas criaturas imaginárias que, para você, não existe o tempo, nem a decadência, nem a própria mortalidade. Você também é eterno ao inventar histórias. A gente sempre escreve contra a morte.

Obrigada Rosa Montero, pela reprodução de ideias entre nós! Espero que me manter estudando em forma de blog sobre minha profissão seja uma forma de eternizar conhecimentos.
Agora, voltemos aos nossos estudos para melhoria da atividade jornalística. 

Entre os questionamentos, vamos nos perguntar se assessor de imprensa faz ou não lobby. assim, em uma questão de concurso caiu a assertiva abaixo.

Wilson Bueno, citado por Margarida Kunsch (Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada): "o assessor de imprensa (...). É ele quem (...) EXERCE UMA ESTRATÉGIA SADIA DE LOBBY JUNTO ÀS COMUNIDADES DE INTERESSE DA EMPRESA"....
Então ele pode, sim, ser lobbista..... Aqui vale lembrar que esse conceito tá mudando, tá, inclusive, em processo de regulamentação no Brasil....

Resposta Errada, uma vez que essa não é dessa forma de o jornalista atuar na organização, pois ele precisa manter sua função ética e não ser uma ação puramente mercadológica.

sábado, 22 de junho de 2019

O futuro


Incertezas. É disto que trata o futuro, especialmente, no contexto atual…
E eu sei, exatamente, que nada sei (e será que saberei)…

Mas sempre foi assim, incerto, e isso o torna o dia seguinte mais instigante. Eu mesma gosto de “pagar para ver” o que virá. Talvez seja um dos fatores motivadores para me manter sempre buscando mais conhecimento.

Já o que ficou para traz, como diz Mario Quintana, deve nos servir de aprendizado: "O passado é lição para refletir, não para repetir".
Tendo em vista que o tema de hoje é mais uma pílula-texto cheia de subjetividade, vamos a uma questão de concurso que também trata de “futuro”!

A prova a seguir foi aplicada pela banca ESAF, em 2009, para a Agência Nacional de Águas (ANA), no cargo de Analista Administrativo - Comunicação Social - Relações Públicas.

Há um consenso entre os especialistas de que o mundo contemporâneo - e em especial o ambiente organizacional - tem sido abalado profundamente pelo processo crescente de globalização dos mercados e das ideias, pela revolução provocada pelas novas tecnologias, pela desmassificação do processo de produção e pela valorização do espírito de cidadania. Este ambiente, em contínua agitação, redimensiona o perfil das organizações e as torna menos estratificadas e mais flexíveis, convidando-as, permanentemente, a esticar os olhos para ver o que está à frente. O futuro (alguém ainda duvida disso?) mais do que o presente, será complexo, repleto de incertezas, mas (ainda bem!) rico em oportunidades para quem se dispuser a se "sentar" sobre um novo paradigma.
(W. Bueno. Comunicação Empresarial)
 Considerando o cenário organizacional apresentado por Bueno, analise as afirmativas a seguir e assinale a resposta correta.
 ( ) O processo de segmentação dos públicos, os chamados nichos de mercado, tem provocado mudanças substanciais na Comunicação Empresarial, com a implementação de canais diferenciados para atender às demandas informativas localizadas.
 ( ) O cliente evoluiu para o cidadão e espera um relacionamento mais amplo do que aquele que costuma vigorar entre a empresa que vende e as pessoas que compraram, porque o contato não se esgota mais com a transferência do produto.
 ( ) As organizações têm feito um grande esforço para criar veículos múltiplos para atender a demandas que também são múltiplas.
 ( ) Um exemplo de veículo novo, elaborado com o objetivo de atender a este novo padrão de relacionamento com os clientes, seria uma revista dirigida aos diversos públicos, com editorias específicos para cada segmento.
 ( ) Até o relacionamento com o público interno deve ser renovado e a intranet empresarial é hoje o veículo que reúne em um mesmo canal todos os instrumentos, contemporâneos e tradicionais, tornando-se um veículo para todos os fins.
 a) F, F, V, V, V
b) V, V, V, F, F
c) F, V, F, V, F
d) V, V, F, V, V
e) V, F, V, V, F

Resposta: B

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Tecnologias


Vou começar a postagem de hoje com a frase de um teórico nacional que considero muito importante e atual:

Conhecer não é um ato isolado, individual. Conhecer envolve intercomunicação, intersubjetividade. É por meio dessa intercomunicação mediada pelos objetos a serem conhecidos que os homens mutuamente se educam, intermediados pelo mundo real.


O pensamento é do educador Paulo Freire. E ela nos remete a esse modo integrado e coletivo de nos educarmos, aprendermos e desenvolvermos a sociedade. Tal qual é a ideia do blog, de compartilhar e receber retorno de quem o acompanha. Mesmo que seja apenas o de acessar e ler os conteúdos aqui divulgados. Assim como eu acesso e leio outros materiais disponibilizados neste gigante mundo virtual.

E já que Freire falava em comunicação mediada, veio a vontade de pesquisar o tema tecnologia. Busquei para tanto algumas questões de concurso, porque gosto de rever sempre esse material.

Uma pergunta que caiu em 2013, para o cargo de Analista - Área Comunicação Social (Área de Formação: Comunicação Social com habilitação em Jornalismo) do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) trazia assunto relacionado à teoria de McLuhan. Na prova aplicada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB (CESPE), foi considerada Certa a seguinte proposição:

O conceito de aldeia global foi emitido nos anos 60 por Marshall McLuhan para sintetizar a ideia de que as novas tecnologias da comunicação, com a televisão ao centro, alterariam o modo de o homem ver o planeta.

A televisão e, posteriormente, os computadores e a internet de fato mexeram muito com nossa vida. Na mesma linha, temos essa questão no concurso da Transpetro (Petrobras Transporte S.A.), que avalia o quanto um computador com sua tecnologia avançada poderia contribuir com nossa visão de mundo e com nosso trabalho enquanto jornalistas.

A RAC - Reportagem Assistida por Computador - é uma forma de apuração baseada em novas tecnologias. Sobre ela, podemos afirmar que: permite combinar o uso da Internet com métodos qualitativos de pesquisa no sentido de produzir matérias mais profundas e analíticas.

A resposta é Certa. Apesar de que também vemos muito jornalismo “shallow now” por aí (desculpem-me pelo trocadilho).

Para finalizar, a última também aplicada pelo CESPE, em 2004, para a área de Comunicação Social da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária):

A sociedade atual caracteriza-se por ser tecnologicamente definida e por apresentar uma desterritorialização das relações sociais e econômicas. Com relação a esse assunto, julgue os itens a seguir.
O principal objetivo da comunicação institucional é conectar a organização com o mundo, por meio de tecnologias de informação e meios eletrônicos que permitam a sua identificação pelo público.

A questão é errada, pois, o objetivo com certeza ultrapassa essa conexão via tecnologias para identificação pelo público. Afinal, por mais que as tecnologias nos ofertem ferramentas, nossas finalidades não nos limitam a elas.

Enfim, que nesta aldeia global continuemos com os pés no chão, mediatizados pelo mundo real e nos educando mutuamente. Avançar é preciso!