quinta-feira, 16 de abril de 2020

Concessões

Faz um tempo que não escrevo sobre questões de concursos aqui no blog. Falta de tempo… e agora trabalhando a partir de casa, a falta de tempo continua! Brincadeiras à parte, vamos tentar um tema para hoje. 
Essa pergunta foi aplicada pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE) em 2009. Vejamos:

O Capítulo da Comunicação Social da Constituição de 1988 estabeleceu novas normas e diretrizes para a concessão de emissoras de rádio e televisão, anulando os critérios casuísticos utilizados até então, segundo descreve Sérgio Mattos. Isso quer dizer que, hoje:
A) o sistema brasileiro de radiodifusão deixou de ser um serviço público.B) o cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo de dez anos para emissora de TV e de quinze anos para a emissora de rádio já não depende mais de decisão judicial.C) o ato de outorga ou renovação da concessão de uma emissora passou a depender apenas da aprovação do Congresso Nacional.D) o prazo de dez anos para renovação da concessão de emissora de TV e de quinze anos para emissora de rádio precisa ser revisto tanto pelo Poder Executivo como pelo Congresso Nacional.E) agora, a outorga ou renovação da concessão é prerrogativa do Congresso Nacional e de quem esteja no exercício da Presidência da República.

A resposta da banca é letra “E”.

Observando na Constituição Federal/1988, teremos:

SEÇÃO IIDAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONALArt. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre:XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
CAPÍTULO VDA COMUNICAÇÃO SOCIALArt. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.


Agora, aproveitando para pensar para além da concessão dita na CF 88, o que está em jogo junto dessas autorizações? Que disputas e combinações fazem tanto os governos eleitos e esses meios de comunicação? Incluindo a atual aproximação de certas emissoras e as ditas "brigas" com outras, quais significados políticos possuem?
Enfim, temas a ficar para nossa reflexão, ver que concessões a mais andam sendo feitas neste mundo político. Nossa finalidade deve ser não consideramos tudo normal, natural, claro e transparente.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Receita de Gratidão


Ingredientes:

Uma pandemia de um novo e perigoso vírus

Um distanciamento social

Algumas semanas (ou meses em casa)

Um caderninho para rascunho



Preparo:

Inicialmente pode parecer tudo muito estranho, as primeiras notícias serão de um local bem distante. No decorrer de um ou dois meses o problema começa a se aproximar, sendo que ainda não está no ponto de compreensão. Os relatos de testes positivos e de mortes começam a aumentar, as entidades públicas precisam tomar decisões. Logo chega o ponto do isolamento e distanciamento social.

O distanciamento social é um momento ainda não vivido nesta escala social. Com o decorrer dos dias e das semanas há um aperto no peito e uma vontade de voltar a encontrar as pessoas. É chegado o momento de usar um caderninho de anotações ou de rascunhos para poder se organizar no tempo que ficará recluso pela pandemia.

Nesse espaço de escrita será possível colocar tudo o que desejar. É como um diário, só seu. A recomendação é fazer todo dia no mínimo um agradecimento. Pode ser pelo dom da vida, pelo teto que se tem, pelos avós que moram em outra casa, pelas plantas que cultiva, pelo filho que está protegido, pela presença de Deus no coração, por tudo o que desejar. No final, verá que a novidade mesmo não parecendo boa, traz a oportunidade de gratidão pelas experiências que deixará. Mudará sua rotina, dando a oportunidade de demonstrar a quem divide o mesmo espaço que há humanidade ainda em nós.

domingo, 1 de março de 2020

Para que sonhar?


Sonho é o “que você vê ou escuta enquanto dorme”, resume a Revista Galileu de Outubro de 2019, de onde também vem o título deste post.

O texto da publicação vai discutir o sonho e o quanto ele está associado a consolidar memórias. (Daí eu me ponho a perguntar se estou sonhando pouco para garantir a permanência das minhas memórias, coisas que me andam fugindo tanto ultimamente)

No caso, a reportagem traz a ideia de se tornar “aprendiz de sonhador”, que seriam técnicas para se lembrar dos sonhos, fazendo anotações diárias sobre o que se sonha. Um “caderninho dos sonhos”. E de mentalizar na hora de dormir “eu vou sonhar” para “informar” ao cérebro que se deseja recordar das histórias.

Assim como dormir, sonhar, planejar dias melhores, faz muito bem para nós, resolvi fazer esse exercício de escrita.

Agora, eu mesma estou aqui, organizando sonhos, com a intenção de que março seja um mês muito bom!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

O homem e a guerra

Estou terminando a leitura de Homo Deus: Uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari (Companhia das Letras, 2015), conforme recomendação de uma amiga. Entre as muitas partes que me chamaram a atenção na leitura do denso livro está relacionada à guerra.
Vou fazer um recorte pensando em me lembrar daqui mais um tempo dessas passagens e filosofias da obra.

Durante milhares de anos, quando olhavam para a guerra, as pessoas viam deuses, imperadores, generais e grandes heróis. Mas, nos últimos dois séculos, reis e generais foram empurrados para um lado, e as luzes da ribalta passaram a destacar o soldado comum e suas experiências. 

Isso me deixou em profunda reflexão sobre o como/quanto o ser humano é levado à guerra. A princípio, as massas eram levadas (convencidas ou qualquer palavra que se pareça com isso) por reis, nobres e sacerdotes, conforme explica o autor. Eles eram considerados deuses da guerra pela estratégia que utilizavam para vencer as batalhas. Quem morria, morria. Tinha servida à causa.

Se o soldado está lutando no lado protestante, sua morte é a justa retribuição à rebelião e à heresia. Se está com o exército católico, sua morte é um nobre sacrifício por uma causa justa. 

Sobre Hitler, Harari diz que “não tinha educação formal, nem aptidões profissionais, nem contexto político. Não era um homem de negócios bem-sucedido ou um ativista sindical; não tinha parentes nem amigos em posições elevadas, nem dinheiro digno de menção”. Ah, e o ditador alemão “nem sequer tinha a cidadania alemã. Era um imigrante sem um tostão” e mesmo assim conseguiu apoio do país naquela selva de disputa (e deu no que deu).

Só para constar, lógico que o que Hitler fez foi planejado no âmbito de um partido de extrema direita. No caso, eu considero extrema-extrema-extrema direita mesmo. Nas palavras de Harari, “Auschwitz deveria servir como uma advertência de um vermelho sanguíneo […]”. E não como bandeira a ser novamente hasteada por grupos extremistas brasileiros. Algo que o país precisa se unir é em favor da vida e não na destruição dela.

Mesmo o autor relembrando que “a guerra, embora ainda exista, mata nos tempos atuais uma fração do que matou até o século XX” nós não subestimamos o poder de extermínio que os países possuem. Sigamos unidos e fortes.



domingo, 28 de julho de 2019

Lobby


A última postagem foi sobre o lobby. Vamos voltar a ele (antes que o mês acabe e eu não complete o pensamento sobre o tema conforme havia planejado)!

Primeiro, vejamos o que diz a Wikipédia sobre o tema: 

Lobismo, também referido como lóbi (em inglês: lobby, antessala, corredor; ou em inglês: lobbying), é o nome que se dá à atividade de influência, ostensiva ou velada, de um grupo organizado com o objetivo de interferir diretamente nas decisões do poder público, em especial do poder legislativo, em favor de causas ou objetivos defendidos pelo grupo por meio de um intermediário.

Apesar de o termo lobby ter, no Brasil, a conotação de troca de favores ou corrupção, a definição original remete a um significado mais neutro. Pena que gostamos de desvirtuar as coisas! Assim, quando o concurso da TRANSPETRO fez a seguinte afirmação, estava errada:

A comunicação nas organizações pode ser caracterizada na prática pela formação de lobby.

Mas as duas próximas questões são corretas:

CESPE - 2010 - MPU - Analista de Comunicação Social:
Acerca do papel do assessor de imprensa e de suas rotinas no relacionamento com jornalistas.
Atualmente, em razão dos novos desafios impostos ao assessor de imprensa, ele, além de ser um estrategista no uso da informação, pode se tornar um gestor de recursos humanos, materiais e financeiros de sua área.

IBGE:

Quando um assessor de imprensa envia para os veículos um teaser, tem por objetivo: despertar a curiosidade da imprensa sobre determinado produto ou evento.

Isso sim seria um lobby bom de ser feito!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Eternizar

Estou lendo um livro que ganhei, ganhei de um jornalista, e é sobre uma jornalista. Rosa Montero.
A obra A louca da casa traz algumas reflexões sobre a vida da escritora e jornalista, e nos ajuda a pensar um pouco sobre nossa profissão e muito sobre o ato de escrita.  “Porque os romances nascem assim, a partir de algo ínfimo. Surgem de um pequeno grumo imaginário que eu denomino de ovinho”, diz Rosa Montero. 

Eu escrevo pensando em pequenos “ovinhos”, que nascem e se reproduzem. Sejam os textos do jornalismo propriamente dito, sejam esses textos extras que vão compondo meu “portfólio” de vida. Quem sabe eu me eternize, de algum modo (risos):

[…] Amando você é eterno. Da mesma maneira, escrevendo um romance, nos momentos de graça da criação do livro, sente-se tão impregnado da vida dessas criaturas imaginárias que, para você, não existe o tempo, nem a decadência, nem a própria mortalidade. Você também é eterno ao inventar histórias. A gente sempre escreve contra a morte.

Obrigada Rosa Montero, pela reprodução de ideias entre nós! Espero que me manter estudando em forma de blog sobre minha profissão seja uma forma de eternizar conhecimentos.
Agora, voltemos aos nossos estudos para melhoria da atividade jornalística. 

Entre os questionamentos, vamos nos perguntar se assessor de imprensa faz ou não lobby. assim, em uma questão de concurso caiu a assertiva abaixo.

Wilson Bueno, citado por Margarida Kunsch (Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada): "o assessor de imprensa (...). É ele quem (...) EXERCE UMA ESTRATÉGIA SADIA DE LOBBY JUNTO ÀS COMUNIDADES DE INTERESSE DA EMPRESA"....
Então ele pode, sim, ser lobbista..... Aqui vale lembrar que esse conceito tá mudando, tá, inclusive, em processo de regulamentação no Brasil....

Resposta Errada, uma vez que essa não é dessa forma de o jornalista atuar na organização, pois ele precisa manter sua função ética e não ser uma ação puramente mercadológica.

sábado, 22 de junho de 2019

O futuro


Incertezas. É disto que trata o futuro, especialmente, no contexto atual…
E eu sei, exatamente, que nada sei (e será que saberei)…

Mas sempre foi assim, incerto, e isso o torna o dia seguinte mais instigante. Eu mesma gosto de “pagar para ver” o que virá. Talvez seja um dos fatores motivadores para me manter sempre buscando mais conhecimento.

Já o que ficou para traz, como diz Mario Quintana, deve nos servir de aprendizado: "O passado é lição para refletir, não para repetir".
Tendo em vista que o tema de hoje é mais uma pílula-texto cheia de subjetividade, vamos a uma questão de concurso que também trata de “futuro”!

A prova a seguir foi aplicada pela banca ESAF, em 2009, para a Agência Nacional de Águas (ANA), no cargo de Analista Administrativo - Comunicação Social - Relações Públicas.

Há um consenso entre os especialistas de que o mundo contemporâneo - e em especial o ambiente organizacional - tem sido abalado profundamente pelo processo crescente de globalização dos mercados e das ideias, pela revolução provocada pelas novas tecnologias, pela desmassificação do processo de produção e pela valorização do espírito de cidadania. Este ambiente, em contínua agitação, redimensiona o perfil das organizações e as torna menos estratificadas e mais flexíveis, convidando-as, permanentemente, a esticar os olhos para ver o que está à frente. O futuro (alguém ainda duvida disso?) mais do que o presente, será complexo, repleto de incertezas, mas (ainda bem!) rico em oportunidades para quem se dispuser a se "sentar" sobre um novo paradigma.
(W. Bueno. Comunicação Empresarial)
 Considerando o cenário organizacional apresentado por Bueno, analise as afirmativas a seguir e assinale a resposta correta.
 ( ) O processo de segmentação dos públicos, os chamados nichos de mercado, tem provocado mudanças substanciais na Comunicação Empresarial, com a implementação de canais diferenciados para atender às demandas informativas localizadas.
 ( ) O cliente evoluiu para o cidadão e espera um relacionamento mais amplo do que aquele que costuma vigorar entre a empresa que vende e as pessoas que compraram, porque o contato não se esgota mais com a transferência do produto.
 ( ) As organizações têm feito um grande esforço para criar veículos múltiplos para atender a demandas que também são múltiplas.
 ( ) Um exemplo de veículo novo, elaborado com o objetivo de atender a este novo padrão de relacionamento com os clientes, seria uma revista dirigida aos diversos públicos, com editorias específicos para cada segmento.
 ( ) Até o relacionamento com o público interno deve ser renovado e a intranet empresarial é hoje o veículo que reúne em um mesmo canal todos os instrumentos, contemporâneos e tradicionais, tornando-se um veículo para todos os fins.
 a) F, F, V, V, V
b) V, V, V, F, F
c) F, V, F, V, F
d) V, V, F, V, V
e) V, F, V, V, F

Resposta: B