terça-feira, 27 de novembro de 2012

Contar história para quê?

Com o tema “Contar história para quê?”, participei da oficina com a atriz Karla Kristina Oliveira Martins nos dias 07, 08 e 09 de novembro, em Porto Velho (RO). A atividade fez parte da programação do Fest Cine Amazônia 10 anos.

A ideia era aperfeiçoar quem já trabalha com o audiovisual na região e colaborar na criação de roteiros através da habilidade de contar histórias. Quis aprender mais porque tenho o objetivo de produzir vídeos institucionais com a história do IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia).

Em Campo Grande, tempos atrás, eu já havia iniciado um curso de contação, o qual não pude continuar na época. Mas recomendo a todos fazerem, terem esse incentivo de ler mais para outras pessoas, adultos e crianças!!

Utilizando leituras, audições e a prática de contar histórias, Karla nos mostrou que é preciso descobrir nosso jeito, forma e estilo de contar história. “Se fosse receita, estava pronto”, lembra. “Não tem um caminho só, são muitos. Vai buscando ferramentas para interagir com o público”.

Oficinista - A acreana Karla é atriz formada no Rio de Janeiro, produtora e contadora de histórias. Ela integra a Rede Latino-Americana de Contadores de História e desenvolve desde 94 um trabalho contínuo envolvendo o folclore brasileiro.

No Acre existe o projeto Agente de Leitura. Fazendo uma comparação, o aluno do nosso curso lembrou que em Rondônia diz que está sendo criada a Casa de Leitura – que, inclusive, precisa de doação de livros!

Como comparou Ziraldo na abertura do Fest Cine, o mapa do Estado de Rondônia tem a forma de um beija-flor: com tanta beleza, por que não transformar também esta terra em um estado de leitores?

#ficaadica
Leia um livro para ler melhor a vida!

Então, assim, como fez Sherazade , nas Mil e Uma Noites, mantenha-se vivo, conte uma história.

Abaixo está a minha sugestão de história, Menina Bonita do Laço de Fita.
 

sábado, 3 de novembro de 2012

Teorias e Jornalismo


Tenho fugido do tema teoria do jornalismo, apesar de saber a importância que tem em meu trabalho ou mesmo na hora de prestar um concurso.

Hoje tomei a decisão de pelo menos revisitar anotações que fiz em uma época de mais afinco aos estudos. Uma vaga pode estar me esperando, para isso preciso permanecer pronta para os testes.

Vamos lá!

Teoria do espelho - “jornalismo reflete a realidade através do trabalho de mediadores DESINTERESSADOS, que não omitem opinião”

Teoria do espiral do silêncio - “reflete as opiniões dominantes, o que leva as pessoas a não manifestarem opiniões contrárias ao senso comum”

Teoria do newsmaking - “produz notícias através da submissão a determinados processos produtivos de caráter INDUSTRIAL”

Teoria do agendamento - “o jornalismo DETERMINA os assuntos que serão discutidos coletivamente”

Teoria do gatekeeper - “determinados sujeitos detém o privilégio de FILTRAR as informações que serão noticiadas”

Gate em inglês é portão/porta e Keeping significa manutenção, alimento, sustento!

Segundo caiu em um concurso que agora não sei dizer qual: entre as abordagens que estudam os critérios de seleção dos elementos da notícia estão os estudos sobre o gatekeeping, que consistem na análise dos procedimentos relacionados à escolha de temas e enfoque para as notícias. Os estudos sobre agentes chamados gatekeepers surgiram no campo da psicologia e foram adaptados à análise comunicacional por Dadid Manning White na década de 50 do século passado, com ênfase à ação pessoal dos jornalistas no processo de seleção.

Acho que foi um bom começo. Até a próxima!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O título e a matéria

Fui questionada sobre um título de matéria de algum site rondoniense, que trazia o verbo no presente. Lembrei que já estudei algo sobre a construção de títulos e que o tempo verbal estava correto. Pesquisei mais algumas dicas sobre o tema e acreditei ser interessante deixar registrado aqui no blog. Vamos lá!

Em jornalismo, o básico é escrever com objetividade e com clareza, por isso, indica-se que ao escolher um título para o texto se dê preferência é que o verbo esteja na voz ativa e no presente do indicativo. Ah, e na seguinte ordem: sujeito, verbo e complemento. Tudo bem, os títulos que escolho para meus posts não são exemplo para nenhuma publicação noticiosa, pois normalmente uso apenas uma dupla de substantivos para tentar atrair o leitor.

Por outro lado, dificilmente uso alguma pontuação no final - o que também é outra recomendação. E também sempre prefiro as construções afirmativas, porque “o leitor quer saber o que aconteceu, e não o inverso”, conforme explica Anabela Gradim, da Universidade da Beira Interior, em seu Manual de Jornalismo. Ela completa: “e interrogativos, que sugerem que o jornal veicula rumores ou boatos”, portanto, nada de interrogações: “o jornal informa, responde às perguntas dos leitores, tira a limpo rumores e, portanto, não os veicula”.
http://bocc.ubi.pt/pag/gradim-anabela-manual-jornalismo-2.html

Outra dica do que se deve evitar: parêntesis, ponto e vírgula, ponto final e reticências. Mas ainda podem ser utilizados, de forma comedida, a vírgula, o travessão e os dois pontos. “Os títulos não fazem trocadilhos, não brincam com as pessoas ou com os cargos que ocupam, nem servem para mandar recados”, explica o Manual.

A máxima a ser lembrada é que bom o título é aquele que cativa e prende a atenção dos diversos tipos de leitores. Afinal, muitas vezes quem está apressado apenas passa o olho nas chamadas das matérias e nas fotos.


Para finalizar, uma reflexão:

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.

Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa.

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."
 
Graciliano Ramos

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Jornalista e Concurseira

Quem não sonha em passar em um concurso público ultimamente é porque está muito bem empregado na iniciativa privada. Em jornalismo acredito que muitos sonham com novos horizontes, pois é mais fácil encontrar profissionais da área ralando e fazendo pescoção para manter as contas em dia.

Então, para contribuir com nossa classe mantenho esse blog, em que disponibilizo um pouco do que estudo com todos da rede. Para aumentar a minha contribuição, fiz uma pesquisa no Google e descobri outros espaços voltados para a comunicação. Lógico, se souber de outros links, me passa o endereço também!!! Assim contribuímos mutuamente com o estudo, meu e seu!!

O primeiro que vou falar, está sem atualização há um ano, porque a blogueira pelo jeito passou no concurso dos Correios. Falo do “Dica para jornalistas concurseiros”. Um exemplo do que ela escreveu é o “Fundamentos e Teorias da Comunicação

Seria interessante que outro colega desse continuidade a esse trabalho, quem se habilita a manter um espaço dedicado a nós comunicadores?

Um outro endereço é o Jornalistas Concurseiros, que era Blog e se tornou Site. Faça uma leitura interessante em Como se Preparar para Concurso de Jornalistas - um dos posts que recomendo. Assim, poderá pegar algumas dicas de preparação. Já o site está meio desatualizado, mas vale a pena conferir mesmo assim, pra animá-lo. Quem sabe o criador volta a escrever e partilhar ideias.


Ah, nem vou falar sobre PCI Concursos, esse todo mundo já pesquisa, não é?

Outra dica é fazer os cursos a distância da Comtexto, que são de atualização ou extensão. Conteúdo de jornalismo sempre é bom ser revisto, cai em prova!!!  Ah, e tem esse sobre jornalismo científico, eu já li uma vez e voltei a estudar a apostila de novo.

Sobre o tema ética, tem o site do Senado com um curso específico sobre Ética e Administração Pública, para adiantar, o conteúdo pode ser visto por aqui.

Estudar para ser jornalista concursado requer também o domínio da nossa maior ferramenta: a língua portuguesa. Existe uma variedade de endereços que poderiam ser citados, escolhi neste momento dois: Passei Web, sobre a nova ortografia, e o  Concurseiro Solitário, que traz dicas de livros para estudar gramática, redação e interpretação de textos (básico para nós!).

Agora, se sua intenção é dar um tempo e rir um pouco sobre nossa profissão, nada melhor que acompanhar o Desilusões Perdidas, do Duda Rangel.

Para encerrar, tenha foco! Pensar no futuro, escolha uma frase para te animar.


“Me interessa o futuro porque é o lugar onde vou passar o resto da minha vida.”

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Religião e Comunicação

“O homem, em seu orgulho, criou Deus à sua imagem e semelhança.”
Friedrich Nietzsche


Acompanhamos recentemente os protestos violentos contra um filme considerado ofensivo ao profeta Maomé, feito por norte-americanos. Uma das respostas era: "não há outro Deus que não Alá e Maomé é seu profeta".

Não vou discutir religião. Meu interesse é apenas deixar registrado que aconteceram as manifestações e o quanto elas movimentaram e movimentam a mídia todos os dias. Uma dessas matérias pode ser acessada por aqui: BBC.

“Uma prova de que Deus está conosco não é o fato de não cair, mas de se levantar depois de cada queda.”
Santa Teresa de Ávila

A Revista Super Interessante fez em 2009 um resumo de quatro conflitos de fundo religioso e que deixaram muitas vítimas. Confira:

Judeus e Mulçumanos se enfrentam desde 1947, no Oriente Médio, em um conflito que começou após a criação do Estado de Israel. Só entre os anos de 2000 e 2009 foram mais de 7,5 mil mortos.

Hindus e Muçulmanos tiveram como campo de batalha a Índia e o Paquistão no final da década de 50, deixando saldo de 500 mil mortos. A violência eclodiu com o fim do domínio colonial britânico sobre a Índia, em 1947. Os muçulmanos se negaram a integrar um país com os hindus, foram à guerra e criaram o Paquistão.

Católicos e Protestantes numa rixa histórica, na Irlanda do Norte, nas décadas de 60 e 80, mataram quase quatro mil pessoas. De um lado estava a maioria protestante (chamada unionista) querendo continuar ligada ao Reino Unido. De outro, a minoria católica (nacionalista), que almejava o fim do domínio britânico.

Cristãos e Muçulmanos entre os anos 80 e 90 tiveram mais de 100 mil mortos, na região dos Bálcãs. Durante décadas, o ditador comunista Josip Tito manteve as províncias da Iugoslávia unidas à força. Com sua morte, em 1980, o nacionalismo religioso explodiu numa espécie de luta de todos contra todos – incluindo sérvios (ortodoxos), bósnios (muçulmanos) e croatas (católicos).

Neste ano, o site da Super Interessante trouxe, numa lista mais atualizada, as maiores religiões do mundo. O cristianismo segue na frente.

Independente da quantidade de pessoas, que a crença sirva para compartilharmos respostas, não para a guerra.

“Segurei muitas coisas em minhas mãos, e perdi todas. Mas tudo que coloquei nas mãos de Deus ainda tenho.”
Martin Luther King

Outro tema interessante que envolve o jornalismo e religião é o debate sobre a liberdade de imprensa e a liberdade religiosa, garantidas constitucionalmente. Mas isso é assunto para outra pauta...

sábado, 27 de outubro de 2012

Jornalismo em tempos de campanha


“A ética não é uma condição ocasional e deve acompanhar sempre o jornalismo, como um zumbido acompanha o besouro”.
Gabriel Garcia Márquez

Já pensou se a imprensa fosse tão livre ao ponto de mentir? E lógico que não é isso o que a sociedade deseja, por isso tem o direito e o dever de permanecer de olho nas atividades da mídia em geral, sempre.

Nós cidadãos queremos sim a liberdade de pensamento em nosso País, desde que resguardados os direitos e a básica transmissão dos dois lados da informação. Especialmente quando a notícia é vendida como isenta e objetiva.

Mas em certos tempos, não é isso que ocorre. Em períodos eleitorais, ficam mais claro alguns desvios cometidos. Tenho notado nos últimos dias uma propaganda subliminar aqui em Rondônia - já que não tenho visto o noticiário de outros estados. São manchetes e fotos de capa dando mais destaque, ou menos, a candidatos do pleito municipal.

Minha decisão de voto do primeiro e, agora, do segundo turno tomei com base em minhas convicções. Pensamento próprio todo jornalista deve ter e pode se manifestar sobre suas crenças. Totalmente correto.

O erro está em colocar essa opinião disfarçada de matéria, colocando o foco positivo/negativo no que lhe interessa pessoalmente ou à sua empresa.

Acredito ser uma derrota (ou golpe baixo, como queiram) no jogo democrático cada tipo de conduta  profissional não adequada ao comunicador de rádio, televisão ou impresso/virtual. Conforme orienta o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros:

“A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e diretores ou da natureza econômica de suas empresas”.

Fica a dica #

sábado, 13 de outubro de 2012

A escrita, sempre ela!


“Os povos podem o que querem. Uma raça, uma nacionalidade ou um povo só não é capaz do que não sabe querer”.

Rui Barbosa


Assim também acontece conosco, em nossa vida: precisamos saber querer.

No trabalho com jornalismo vivo preocupada com a escrita dos textos que divulgo. Desta forma, procuro ler mais para entender os processos de produção textual. Por exemplo, o que fazer quando temos um lapso e não conseguimos iniciar uma redação? Um relatório?

Colocando minhas leituras em dia, estou com a Revista Língua Portuguesa do ano passado, que trata do assunto.

“A mente divaga, palavras faltam, parece que tudo o que aprendeu perde a eficácia e a forma, incapaz de ser transformada em frase”.

Já passou por isso também? Mesmo que seja numa prova, ou mesmo em concurso público?

Anotar e organizar as ideias é uma das primeiras dicas dada. Eu incluiria uma pesquisa sobre o tema, se tiver acesso à internet, tudo fica facilitado.

Escrever não é uma tarefa simples como falar, esclarece a Revista. Portanto, em alguns momentos é preciso evitar o perfeccionismo. Isso mesmo: “seus alunos de exatas escrevem com muito mais facilidade do que os aprendizes de escritor. Tudo porque não se autocensuram e veem a tarefa com mais objetividade, e por isso sofrem menos no processo de construção do texto”. Bom, acho que já fica explicado o motivo pelo qual alunos de engenharia estavam escrevendo melhor que os de jornalismo, conforme li tempos atrás.

“O pintor diante de uma tela, quantas vezes não desistiu? Mas se fosse fácil não seria tão profundo e qualquer um faria”. É a provocação da cantora Zélia Duncan sobre as dificuldades de escrever.

Assim como ensina a professora Aparecida Custódio, também na Revista Língua Portuguesa: “faísca, inspiração, insight só surgem com esforço e dedicação, que precedem em muito tempo o ato de escrever”. Significa, então, que é escrever e escrever...

“Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido”.
Marie Curie