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segunda-feira, 26 de março de 2012

Fazendo cursos por EAD

Estou animada, me matriculei em três cursos a distância. Um por necessidade de trabalho, um para estudo e aprofundamento em um projeto que estou desenvolvendo e o terceiro para conhecimento geral.

Lendo a ambientação de um desses cursos, o Programa de Formação em Gestão Cultural para os Pontos de Cultura do Brasil, encontrei um passagem retirada do Curso “Educação em Valores” da OEI que mostra estudo da Universidade de Barcelona sobre as habilidades do estudante no ambiente virtual. Entre elas estão a autonomia (o aluno tem que assumir as responsabilidades de maneira autônoma e refletir sobre suas próprias necessidades e sobre seu processo de aprendizagem), a organização (que significa organizar seu próprio plano de trabalho, ser constante e disciplinado na gestão do tempo pessoal, do espaço do estudo) e as habilidades comunicativas (solicitar sempre a ajuda que requer, por iniciativa própria, procurando professores, monitores e colegas).

É nesta interatividade, troca de experiências e no fato de termos o “comando” é que também vai se construindo uma aprendizagem paralela, de “autoinstrução”. Nova se formos pensar o papel que desempenhamos por anos no ensino primário/secundário e na faculdade, de nos adaptarmos a horários e modelo próprio da educação presencial. Agora somos nós também construtores desses momentos de estudo.

Realmente, devemos estar atentos em cumprir os prazos e não deixar acumular tarefas. Espero que eu consiga!

Caso tenha interesse em fazer um curso a distância, a Associação Brasileira de Educação a Distância possui um Catálogo de Cursos.

Outra dica é o site do Senado, que também possui opções para os cidadãos, incluindo um curso sobre o novo acordo ortográfico.
Link
O SEBRAE também possui opções para os pequenos empreendedores aprenderem virtualmente.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pensando em EaD...

No dia 22 de agosto, começam as aulas das primeiras turmas da educação a distância do Instituto Federal de Rondônia, o IFRO. Li na internet um artigo sobre a dificuldade de, na atualidade, frequentar cursos presenciais (trabalhamos em média 40 horas semanais, precisando esticar o horário de vez em quando, temos família para dar atenção, tempo para descansar, entre outros), e ao mesmo tempo necessitamos de formação. Isso me animou a deixar registrada a importância que vejo nesse sistema de ensino.

Afinal, mundialmente existem vários modos para realizar um curso não-presencial, basta ver o histórico da EaD: de módulos enviados por correios à utilização da internet, são muitas as maneiras utilizadas com bons resultados. A vantagem da EaD está justamente na utilização dos avanços tecnológicos, a universalização do ensino, com a crescente oferta de cursos por instituições tradicionais e chegando a cada vez mais ao interior do País. Um exemplo são os projetos da Universidade Aberta do Brasil, encontrada em www.uab.capes.gov.br

Aliado à qualidade do ensino e a seriedade da instituição que oferece o curso, vejo que para ser um eficaz instrumento para a universalização do acesso à formação profissional e teórica, é necessário empenho por parte dos alunos.

Atualmente, faço um curso presencial em Porto Velho, e sinto o quanto a aprendizagem de fato acontece quando o aluno tem interesse em participar e se empenhar nas tarefas a serem realizadas. Em qualquer modalidade, é necessário seriedade, estudo, empenho, organização e dedicação por parte dos discentes.

No IFRO, a Política de Tecnologia Educacional e Educação a Distância “considera o aporte educacional que as tecnologias das fases da EAD no Brasil e no mundo (como material didático impresso, rádio, vídeo e televisão) associadas às Novas Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC (informática multimídia, ambientes virtuais de aprendizagem, transmissão pela Internet, videoconferência e produção e transmissão de sinal via satélite), para alcançar e atender cidadãos nas diversas regiões e situações encontradas em Rondônia”.

Os Cursos a Distância que iniciam neste semestre são técnicos subsequentes ao Ensino Médio, nas áreas de Segurança no Trabalho, Eventos, Logística, Meio Ambiente e Reabilitação de Dependentes Químicos. Por ser Ensino Presencial Virtual, a transmissão das aulas será via satélite e com atividades desenvolvidas nos Polos EAD de sete municípios de Rondônia, alcançando neste primeiro momento mais de dois mil alunos. O momento presencial ocorre uma vez a cada semana e as demais atividades pedagógicas serão realizadas via tutoria, no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Há ainda o acompanhamento por parte de tutores e professores ligados ao programa. Mais informações no endereço eletrônico www.ifro.edu.br

Por ser uma instituição pública, vinculada diretamente ao Ministério da Educação, visualizo que o início dessa nova fase abrirá um campo pouco explorado na região. Um avanço para mais municípios, que carecem de mais aporte do poder público.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Histórico da EaD


A maioria dos sites disponíveis na internet traz praticamente os mesmos dados da evolução da Educação a Distância (EaD), alguns com mais detalhes, outros mais resumidos. O Instituto Universidade Virtual da Escola de Comunicação e Artes (KURC) mostra que o histórico da EaD inicia com a invenção da imprensa na Alemanha, por Guttenberg. A utilização de caracteres móveis para a composição de palavras seria um facilitador para a posterior difusão do ensino a distância.

No Brasil, a universidade virtual, compreendida como ensino superior a distância com uso de Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), surgiu na segunda metade da década de 1990. E foi a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (LDB), em dezembro de 1996, que oficializou a EaD como modalidade válida e equivalente para todos os níveis de ensino. Em 1997, universidades e centros de pesquisa passaram a gerar ambientes virtuais de aprendizagem, iniciando a oferta de cursos de pós-graduação latu sensu via internet, demarcando, assim, entre 1996 e 1997, o nascimento da universidade virtual no Brasil.

Em um quadro cronológico da EaD, a Universidade Federal do Ceará apresenta os marcos históricos internacionais da modalidade nos últimos três séculos (Landim, 1997, pp. 2, 3 e 4). Desta forma, ampliando o que o curso “Capacitação de Tutores em EaD” da UFPR (Universidade Federal do Paraná) nos apresenta, também inclui-se:

- 1858 - A Universidade de Londres passa a conceder certificados a alunos externos que recebem ensino por correspondência.
- 1891 - Nos EUA são criadas as Escolas Internacionais por Correspondência;
- 1894 – O Rutinsches Fernelehrinstitut de Berlim organiza cursos por correspondência para obtenção do Abitur (aceitação de matrícula na Universidade);
- 1903 - Julio Cervera Baviera abre, em Valência, Espanha, a Escola Livre de Engenheiros; As Escolas Calvert de Baltimore, EUA, criam um Departamento de Formação em Casa, para acolher crianças de escolas primárias que estudam sob a orientação dos pais;
- 1910 - Professores rurais do curso primário começam a receber material de educação secundária pelo correio, em Vitória, Austrália;
- 1911 - Ainda na Austrália, com a intenção de minorar os problemas das enormes distâncias, a Universidade de Queensland começa a experiência da EaD;
- 1922 - A New Zeland Correspondence School começa suas atividades com a intenção inicial de atender a crianças isoladas ou com dificuldade de freqüentar as aulas convencionais. A partir de 1928, atende também a alunos do ensino secundário;
- 1938 - No Canadá, na cidade de Victória, realiza-se a Primeira Conferência Internacional sobre a Educação por Correspondência;
- 1939 - Nasce o Centro Nacional de Ensino a Distância na França (CNED), que, em principio, atende, por correspondência, a crianças refugiadas de guerra.
- 1946 - A Universidade de Sudafrica (UNISA) começa a ensinar também por correspondência; e em 1951 essa instituição (atual Universidade a Distância na África) dedica-se exclusivamente a desenvolver cursos a distância;
- 1962 - Inicia-se, na Espanha, uma experiência de Bacharelado Radiofônico; e a Universidade de Dehli cria um Departamento de Estudos por Correspondência, como experiência para atender aos alunos que, de outro modo, não podem receber ensino universitário;
- 1974 - Criada a Universidade Aberta de Israel, que oferece, em hebreu, cerca de 400 cursos em domínios variados;
- 1975 - Criada a Fernuniversitätt, na Alemanha, dedicada exclusivamente ao ensino universitário;

Vendo esse complemento da cronologia da EaD, e relendo o material oferecido pelo curso, nota-se que o desenvolvimento da modalidade está dividida em três gerações (WIKIPÉDIA), que usam diferentes tecnologias:

- Primeira Geração: marcada pelo ensino por correspondência com material impresso (séc. XIX). No Brasil, o pioneiro é o Instituto Monitor, que, segundo a Wikipédia, em 1939, ofereceu o primeiro curso por correspondência, de Radiotécnico.

- Segunda geração: cursos pela televisão, chamados de Teleducação ou Telecursos, com o recurso aos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. Por exemplo, em MS (1983/1984) foi criada a “TV Educativa do Mato Grosso do Sul”.

- Terceira geração: é a que utiliza os ambientes interativos das novas tecnologias, especialmente da internet, a mais atual e que mais se expande.

Pode-se concluir que um curso à distância pode utilizar apenas uma das tecnologias disponíveis, ou somar a ela outras tecnologias: um curso via internet pode realizar um momento síncrono de debate na TV ou materiais via Correios.

REFERÊNCIAS

KURC, Sheila. Criando Comunidades Virtuais de Aprendizagem e Prática. São Paulo: ECA-USP, 2006. Disponível em Acessado em 05/10/2009.

LANDIM. Quadro cronológico da EaD no mundo e no Brasil. Disponível em Acessado em 05/10/2009.

WIKIPÉDIA. Educação a Distância. Disponível em Acessado em 05/10/2009.

Comunicação e EaD

Li um texto que fala sobre os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ou sistemas LMS. As “novas” ferramentas estão incluídas nos avanços tecnológicos da hoje chamada Web 2.0. No caso dos AVAs, essa internet mais interativa permite um ensino e aprendizagem colaborativos, especialmente para cursos de Ensino a Distância (EaD).

Universo esse que mistura informação e comunicação voltados para o processo de aprendizagem (conhecimento, habilidade e atitude), envolvendo professores, tutores e alunos, que têm à disposição vários mecanismos para troca de experiência e ensino baseada em um certo “diálogo” entre as partes.

Essas plataformas e-learning permitem a organização do trabalho não da mesma forma que em um ambiente presencial. Mas adaptando-se e buscando ser mais que um apanhado de textos com tarefas definidas a serem feitas no decorrer de um curso. Mais que isso, os alunos podem ser divididos em grupos de usuários, acessarem conteúdos de aprendizagem com design e interatividade diferenciados – que conduzem a outros conhecimentos – , serem avaliados pela participação e acesso também em espaços mais “livres”, como os chamados “cafés-virtuais”, em que pode-se traçar um outro perfil – mais subjetivo – de cada participante, confrontando-se com as avaliações das atividades regulares.

No curso de Tutores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, utiliza-se o Moodle. Este software livre permite o gerenciamento dos cursos a distância.

Entre as ferramentas disponibilizadas, dividem-se nas que utilizam momentos síncronos (chats ou bate-papos, áudio e vídeo-conferências e outros) e assíncronos (mural, edital, fórum, bibliotecas virtuais, glossários colaborativos, conteúdo, wikis/links, notas, perfil dos alunos e dos tutores e professores, correio eletrônico, cronogramas, lembretes e calendário etc). Todos permitindo que os usuários estejam constantemente amparados, de forma individualizada, e quando necessário seja dado retorno em menor tempo possível.

Como os AVAs proporcionam uma construção colaborativa, o trabalho desenvolvido ganha amplitude, pois há interação e colaboração também como retorno dos aprendizes. Da mesma forma que a Web 2.0 “conquista” as pessoas pela sua simplicidade e auto-realização, os ambientes servem ainda para promover a autonomia dos alunos.

Quem sabe, alunos da EaD vejam “indiretamente” o uso de blogs, twitters e outros espaços disponibilizados nessa nova corrente virtual como continuidade de sua aprendizagem, pois de alguma forma começaram a “dominar” o uso de muitos instrumentos, desmistificando-os.

Pelas dimensões territoriais que o Brasil possui, o uso dessa tecnologia em cursos EaD ainda está aquém do que pode realizar. Mas a cada dia novas portas se abrem a este universo virtual de aprendizagem. Soma-se a essa dificuldade, a recente história dos cursos a distância no País.

E com a formação de cada vez mais profissionais para essa área, espera-se que toda a nação tire proveito dessa experiência educacional colaborativa, visto que o que é lido ou ouvido e feito ao mesmo tempo, é aprendido.